Por:Luiz Fernando de Queiroz
Data :26/09/2012
Advogado e colaborador da Folha do Síndico e do Jornal do Síndico
|
Voltamos
a abordar a problemática do cadastramento dos condôminos e moradores
do prédio. Quem é quem no condomínio constitui ponto fundamental da própria segurança e, ao mesmo tempo, sensível incursão no direito à privacidade.
Vejamos,
primeiro, o arquivo dos condôminos. Para saber quem é condômino, ou seja,
co-proprietário de unidade autônoma no edifício, o síndico pode solicitar cópia do registro diretamente aos supostos titulares ou ao registro de imóveis.
A
informação sobre quem seja proprietário, promitente comprador, cessionário ou
promitente cessionário dos direitos à aquisição de unidades é pública. Consta do registro de imóveis e, se não consta por não ter sido ainda registrada ou averbada, vale o que estiver registrado.
O
problema é que não custa pouco solicitar certidão individualizada de todas
as unidades, por isso o melhor é obtê-las com os condôminos e só pagar as dos que se recusarem a fornecê-las.
Com
base nas certidões o síndico poderá montar uma relação de
condôminos-proprietários, aptos a participar das assembleias e nelas votar. Evitará, com isso, o constrangimento de só descobrir, tempos depois, que alguém que se fez passar por condômino na realidade só era parente, ou amigo íntimo do verdadeiro proprietário, não estando legalmente habilitado a deliberar e decidir como os demais.
Para
que a lista não se torne obsoleta, toda vez que houver alienação de
unidade ou solicitação de mudança do nome do condômino nas taxas ou nos boletos de cobrança, o síndico (ou administradora) deve pedir certidão atualizada do interessado, ou fazê-lo às custas do condomínio.
Memória visual
Quanto
se trata da elaboração do cadastro de moradores, é preciso agir com maior
cuidado, uma vez que não se pode obrigar nenhuma pessoa a fornecer seus dados pessoais.
Aliás,
tal tipo de levantamento deve conter o mínimo necessário de informações que
os condôminos, em assembleia, julgarem indispensáveis a melhorar a segurança do próprio prédio. Poderá, por exemplo, incluir ou não, dados sobre o estado civil dos moradores (quem é solteiro, casado, separado, ajuntado), profissão, endereço e telefone comercial, relação com o condomínio (proprietário, empregado doméstico, inquilino etc.), nome de parentes e amigos que mais o visitam e assim por diante.
Cada
condômino tem o direito de fornecer as informações que, a seu juízo, forem
convenientes e que não o fizerem sentir-se invadido em sua privacidade. Não custa lembrar que é preciso fazer duas relações, uma mais completa, que ficará em poder do síndico, e outra mais reduzida, à disposição da portaria, com instruções adequadas sobre como utilizá-las, para que não se caia no perigo maior de fornecer a estranhos dados que só interessam à administração do condomínio.
Tão
importante quanto cadastrar os moradores é, a nosso ver, escolher
porteiros com boa memória visual, que possam identificar de imediato quem não é residente ou visitante habitual do prédio, sem necessidade de consultar qualquer lista.
Aplicando
esta habilidade, o porteiro poderá mais facilmente agir com firmeza
com relação a estranhos. Apesar de todas as advertências, é comum ver porteiros dando livre acesso a qualquer pessoa bem apessoada, especialmente em edifícios com muitas unidades, simplesmente porque não sabem reconhecer de pronto quem é morador ou não.
Autor :Luiz Fernando de Queiroz
Data :26/09/2012
Advogado e colaborador da Folha do
Síndico e do Jornal do Síndico
|
sábado, 29 de março de 2014
Cadastrar moradores?
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Economia no condomínio - Gestão correta de funcionários diminui até 30% da taxa
Cortar gastos reduz em até 30% a taxa de condomínio
Entre os principais desafios está a diminuição do valor da folha de pessoal
Água, luz, gás, manutenção, folha de funcionários, seguros, impostos e fundo de reserva. Não raro, a matemática dos síndicos é vencida pela lista de despesas dos condomínios, e a sonhada diminuição da taxa condominial é adiada. O desafio de cortar gastos é um dos temas que serão debatidos no 1º Congresso Norte-Nordeste de Gestão de Condomínios, nos dias 29 e 30, no Hotel Pestana.
Um dos palestrantes do evento, o diretor da AC Assessoria Contábil Condominial, o contador Ary Cabral, explica que há vários focos de despesas que devem ser atacados. Os dois principais são a folha de funcionários e a inadimplência, nessa ordem. Com ações nessas áreas e medidas de economia de água e luz, a redução da cota condominial pode chegar a 30%, segundo Cabral.
Na Bahia, os gastos com funcionários se tornaram ainda maiores nos últimos quatro anos, período em que o reajuste salarial da classe de porteiros, vigilantes e seguranças foi de 52%.
"Em média, 70% (da taxa de condomínio) são para despesas com funcionários. Se o serviço for terceirizado, pode chegar a 85%", estima a gestora da Objetiva Administradora de Condomínios, Ivana Vianna.
Cabral conta que já conseguiu baixar em 45% o valor da folha de pagamento ao substituir mão de obra terceirizada por própria. "Os condôminos usaram a economia para obras, mas, se tivessem optado por diminuir a cota do condomínio, ela teria caído em 25%".
Nem sempre, no entanto, vale a pena abrir mão da terceirização. Com empresas mediando a relação com os funcionários, evitam-se passivos trabalhistas, que pesam no bolso dos condôminos. Ivana relata que, em condomínios geridos por síndicos não profissionais, é comum o desvio de funções dos contratados, abrindo espaço para processos judiciais.
Outro problema relacionado à gestão de pessoas em condomínios é a falta de controle sobre horas extras. "Assessorei um condomínio que trabalhava com cinco funcionários e pagava em torno de 110 horas extras por mês. Mudamos a escala e caiu para 34. Por lei, a diminuição de horas extras não precisa ser indenizada. Só quando se cortam todas as horas que eram feitas pelo funcionário", explica o diretor da AC Assessoria Contábil Condominial.
Além do planejamento de escalas, o investimento em tecnologia pode ajudar a redução de gastos com horas extras e até do próprio quadro de funcionários. "Teve condomínio que passou de cinco para três (contratados) com a automatização do portão e a instalação de porteiro eletrônico e de câmeras de vigilância. Demitiram os dois porteiros que trabalhavam de manhã", conta Cabral.
Inadimplência
Ao lado da folha de pagamento, a inadimplência é um dos principais fatores que engordam a cota condominial. Segundo o presidente da Associação Baiana de Administradoras de Imóveis e Condomínios (Abadi), Manuel Teixeira, o índice de inadimplência está ligado à administração. Segundo ele, é função do síndico conscientizar os moradores da importância de se pagarem as contas em dia.
Para a gestora da Objetiva Administradora de Condomínios, uma das medidas mais efetivas para reduzir despesas é fortalecer a comunicação entre síndico e condôminos. "O síndico, às vezes, esquece que é um voluntário, trata o condomínio como uma empresa dele e assume ações que não agradam a todos. Isso gera insatisfação e, assim, inadimplência", diz Ivana.
A cobrança dos atrasados também cabe ao gestor. "Deve ser feita de forma impessoal e rápida", diz Teixeira. Tanto pela experiência no setor quanto pelo distanciamento dos moradores, as empresas que administram condomínios têm mais facilidade em fazer a cobrança.
Além da redução da taxa condominial, outros destinos são possíveis para o dinheiro economizado, como obras de manutenção e benfeitorias à área comum, como home theater, parque para crianças, espaço gourmet e academia. Outra opção é usar o dinheiro para economizar ainda mais, com investimento em tecnologia ou nas redes hidráulica e elétrica.
Saiba como diminuir a taxa de condomínio
Horas extras
As despesas com funcionários representam até 85% dos gastos totais de um condomínio. Planejar as escalas corretamente é o primeiro passo para economizar, diminuindo os gastos com horas extras
Tecnologia
Em alguns casos, o número de funcionários pode ser reduzido com investimentos em tecnologia, como em câmeras de segurança, automatização de portão e porteiro eletrônico
Terceirização Em geral, a contratação de funcionários sem a mediação de uma prestadora de serviços é menos onerosa. Por outro lado, a terceirização protege o condomínio de eventuais passivos trabalhistas
Inadimplência
É um dos principais motivos de altas taxas condominiais. O síndico deve ser rápido e profissional ao tratar com inadimplentes. Administradoras de condomínio costumam ajudar na cobrança
Água É fundamental que seja realizada revisão periódica nas unidades para checar vazamentos. A individualização de água é outra medida necessária. Em média, ela reduz a conta mensal de água entre 30% e 40%. Prédios novos já têm hidrômetros individualizados
Luz
Instalar sensores de presença, trocar lâmpadas de LED por lâmpadas fluorescentes e modernizar os elevadores são as melhores medidas para diminuir a conta de luz. Alguns condomínios do Sul-Sudeste têm investido ainda em projetos de energia limpa, como a implantação de painéis solares
Manutenção
A manutenção do prédio deve ser feita, pelo menos, a cada cinco anos. O zelador do prédio e os próprios condôminos devem ficar atentos à estrutura e aos equipamentos do condomínio para evitar problemas
Orçamento
O planejamento orçamentário é a melhor arma para reduzir a taxa de condomínio, com a previsão dos gastos. A contratação de profissionais para ajudar na contabilidade torna o orçamento mais preciso
Fonte: http://atarde.uol.com.br/
Aula de condomínio
Minha Casa, Minha Vida terá 'aula' de condomínio
Quando empurraram o cargo de síndico para Sanjer da Silva, em janeiro do ano passado, uma das primeiras medidas que ele teve de tomar foi rever a decisão do regimento interno entregue pela construtora. Era preciso alterar a regra que impedia que os carros se locomovessem no condomínio Jardim das Acácias, em Brasília, em velocidade superior a 5 km/h. "Era impossível não ser multado pelo descumprimento dessa norma", afirma.
Nesses quase dois anos como síndico, Sanjer diz que o mais problemático do cargo não é a administração contábil nem a cobrança dos calotes na taxa de condomínio, que já alcançaram R$ 700 mil em menos de dois anos de existência, mas tentar manter "pacífica e harmoniosa" a convivência entre os condôminos, cuja maioria é beneficiária do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida.
"A casa é minha e faço o que eu quiser" é a frase que mais escuta a qualquer hora do dia ou da noite, quando vai cobrar um morador por reclamação de barulho ou reformas que não respeitam a padronização votada em assembleia.
Para ensinar os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida a morar em condomínios, o governo recorreu, mais uma vez, aos maiores bancos públicos - Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Com o intuito de não ter desconfigurados os empreendimentos imobiliários entregues pelo programa de habitação popular e para evitar conflitos entre vizinhos, as instituições financeiras receberam autorização para contratar uma empresa especializada em gestão condominial 30 dias antes da entrega dos imóveis.
Com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), abastecido com dinheiro do Orçamento da União, Caixa e BB se encarregarão de negociar com uma empresa a forma como se dará a gestão condominial e patrimonial do empreendimento, caso a prefeitura, que deveria fazer o trabalho, opte por não executá-lo. As administrações municipais que manifestarem desejo de fazer esse trabalho precisam entregar um plano de ação de até 60% da execução das obras - caso contrário, a responsabilidade vai para os bancos públicos.
Por um ano de assistência, a empresa vai receber até 0,5% do valor de cada unidade habitacional, ou seja, da casa ou do apartamento, cujo valor máximo financiado é de R$ 190 mil no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio.
Educação
O objetivo, segundo o Ministério das Cidades, responsável pela publicação da portaria, é que a empresa, contratada pelo banco público, desenvolva um "trabalho pedagógico" com os moradores para ensinar diretrizes das atividades que devem ser desenvolvidas nos condomínios. De acordo com a secretária nacional de Habitação, Inês Magalhães, além de subsidiar a compra do imóvel, o governo tem de garantir condições para a "sustentabilidade" dos empreendimentos.
"Precisamos fazer o acompanhamento forte dessas famílias. Muitas delas vieram de áreas de extrema vulnerabilidade, de uma outra realidade, em que não era preciso seguir regras tão rígidas", explica.
Além do "trabalho pedagógico", na fase inicial do trabalho, estipulada em um mês, a empresa terá de elaborar a previsão orçamentária e auxiliar na eleição do síndico e do conselho fiscal. Depois, na implantação e organização do condomínio, terá de emitir CNPJ e abrir uma conta Pessoa Jurídica, como também auxiliar na elaboração e adequação do regimento interno. Na terceira fase, após a eleição do síndico e do conselho fiscal, a função se resume a assessorá-los nas assembleias.
Desde 2009, o Minha Casa, Minha Vida já contratou 3 milhões de moradias, e 1,4 milhão delas foram entregues. A meta é entregar 490 mil unidades habitacionais neste ano, o que representa, segundo o ministério, 32% do total de construções de moradias no País em 2013.
Para Pedro Wähmann, presidente do Secovi-Rio e coordenador da Câmara Brasileira do Comércio e Serviços Imobiliários (CBCSI), o governo sempre se preocupou com a produção dos imóveis, mas não dava a atenção necessária ao pós-entrega das chaves. "A gestão condominial é um trabalho de gente grande. O governo deveria ter acordado há mais tempo sobre sua importância." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: http://atarde.uol.com.br/
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Bombeiros vistoriam construções regularmente
Curitiba, 03.05.2012
Embora não haja lei municipal que exija a inspeção predial regular
em Curitiba, o Corpo de Bombeiros faz a fiscalização de prevenção contra incêndios
(extintores, escadas de emergência, etc) na concessão de alvarás comerciais e
de construção, na permissão para moradia após a obra (o chamado Habite-se) e
também mediante pedido ou denúncia (que pode ser anônima) em condomínios e
estabelecimentos comerciais – exceto casas e construções de menos de 100 metros
quadrados.
O serviço pode ser solicitado em um dos quartéis da corporação e
nos pontos de atendimento da Prefeitura e do Sebrae e tem o custo calculado
pelo tamanho do imóvel (de R$ 87 a R$ 5.800). Caso o prédio não esteja adequado
é dado um prazo de 90 dias (para imóvel em obras) ou 30 dias para que os
problemas sejam corrigidos. De 2007 a 2009, o número de vistorias passou de 18
mil para 29 mil. “O aumento reflete o crescimento da cidade e não uma
preocupação das pessoas com segurança”, afirma o chefe do setor de Vistorias do
Corpo de Bombeiros de Curitiba, tenente Davi Daniel Simão.
Para saber qual o quartel mais perto de casa para pedir a vistoria
basta ligar para (41) 3351-2000.
Curitiba: Lei que obriga inspeção anual nunca foi regulamentada
Curitiba, 11/03/2009
A Lei Municipal
11.095, de 2004, que estabelece o Código de Posturas de Curitiba e dispõe sobre
as normas que regulam a construção e a conservação de edificações na cidade,
nunca foi regulamentada.
No documento, o
artigo 130 prevê uma inspeção de segurança anual completa nas edificações. “Não
implantamos isso como regra porque não sabemos ao certo qual o impacto
econômico que isso teria nos condomínios. No entanto, nada impede que isso seja
feito no futuro já que está previsto em lei”, explica o secretário municipal de
Urbanismo, Luiz Fernando Jamur.
De acordo com
ele, a prefeitura prefere, por enquanto, investir em ações educacionais, como
palestras para síndicos e administradores, em parceria com o Sindicato de
Habitação e Condomínios (Secovi-PR). Segundo Jamur, qualquer cidadão pode
pedir, gratuitamente, uma avaliação preliminar do imóvel pela Comissão de
Segurança nas Edificações e Imóveis (Cosedi). O serviço pode ser solicitado
pelo telefone156, da prefeitura.
Só vistoria técnica garante prédio seguro
Tragédias como a da Igreja Renascer em
Cristo, em São Paulo, podem ser evitadas com uma inspeção predial rigorosa e
uma manutenção freqüente nas construções
Curitiba, 11/03/2009
O desabamento da cobertura da
Igreja Renascer em Cristo, na cidade de São Paulo, em janeiro, que deixou nove
mortos e mais de 100 pessoas feridas, poderia ter sido evitado se o imóvel
tivesse passado por vistoria técnica periódica. A opinião é de especialistas da
área de avaliação de imóveis e é válida para a segurança de todo tipo de
construção.
Em 2008, a Defesa Civil de
Curitiba recebeu 990 denúncias de problemas estruturais em edificações. Destas,
43 resultaram em visitas dos técnicos do órgão e da Comissão de Segurança de Edificações
e Imóveis da Secretaria Municipal de Urbanismo (Cosedi) para avaliar o
problema. Ainda no ano passado o órgão recebeu 36 chamados de desmoronamentos,
todos sem vítimas. “Esses números não aumentaram ao longo dos anos, mas mantêm
uma incidência que revela a falta de manutenção dos imóveis na cidade”, avalia
o coordenador técnico da Defesa Civil municipal, Nelson de Lima Ribeiro.
O engenheiro civil da Cosedi
Jorge Castro diz que a maioria das pessoas só toma providências no limite do
problema. “Ano passado na verificação da situação dos pararraios de 250 prédios
tivemos de pedir laudo de todos e, no retorno dos documentos, constatamos que
mais de 90% apresentavam problemas. A cultura de prevenção ainda não existe. O
proprietário só age sob notificação”. Os problemas mais comuns em Curitiba, de
acordo com a Cosedi, são as más condições de telhados e instalações elétricas.
Segundo a presidente do Instituto
Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná (Ibape-PR), Vera
Lucia de Campos Corrêa Shebalj, esses problemas começam com sinais simples,
como uma rachadura. “Só que a avaliação desses sinais cabe apenas a um perito,
engenheiro civil ou arquiteto cadastrado no Conselho Regional de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), não ao síndico ou ao pedreiro do
condomínio.”
É a partir da avaliação geral
desse perito que outros profissionais serão chamados para a conclusão de um
laudo técnico e um plano de manutenção do imóvel.
Custos
A inspeção começa com um custo de
R$ 200 por hora de visita técnica. “O laudo completo e o plano variam de R$
1.500 a R$ 10 mil, dependendo do imóvel”, explica Michael Wahrhaftig Filho, o
diretor técnico da Eapar, empresa especializada em inspeções.
O plano de manutenção para um
condomínio inclui a classificação dos problemas – que podem surgir de um erro
de construção ou da ação do tempo – e a definição de quais são mais urgentes.
Indicações básicas de manutenção (como a tinta certa para a fachada), as possibilidades
de modernização da edificação e o prazo para as próximas inspeções também
constam nesse serviço. Todas as vistorias precisam sempre ter Anotação de
Responsabilidade Técnica (ART) de um profissional habilitado, senão não terão
validade legal. Esse detalhe é importante porque o síndico pode ser
responsabilizado civil e criminalmente por falhas de administração.
No Plaza Barigui, edifício de 15
andares e 16 anos de construção, no Bigorrilho, em Curitiba, a primeira
inspeção predial foi no ano passado. Este ano, até o mês de julho, o condomínio
passará por um série de reformas previstas por uma empresa de engenharia “Todos
os reparos devem sair R$ 100 mil divididos pelos 58 apartamentos”, explica José
Antônio Gomes Neto da administradora de condomínios Condoserv.
No caso da Igreja Renascer, a
última inspeção documentada foi em 2000, pelo Instituto de Pesquisas
Tecnológicas (IPT). Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo
nenhum laudo técnico sobre a tragédia foi concluído ainda, mas a avaliação
preliminar da Defesa Civil indicou o sobrepeso e a falta de conservação da
estrutura do teto como possíveis causas.
Escolha da empresa
Além
de um responsável técnico cadastrado no Crea-PR (fone 0800-410067), a
orientação da Cosedi é que a empresa escolhida pelo condomínio tenha boas
referências, com obras concluídas e passíveis de visita. Pesquisar no Procon-PR
(fone 0800-411512) se a empresa tem registro de reclamações também é indicado
para checar a qualidade de seus serviços.domingo, 29 de abril de 2012
Guarda e Conservação de Documentos - Condomínio
Devem
ser guardados, durante 7 anos, todas as DARFs de recolhimento de tributos sobre
a prestação de serviços realizadas por terceiros, como COFINS, CSLL e PIS (veja
tabela abaixo). O arquivo das guias é obrigatório, sob pena de sanções por
parte da Receita Federal, numa possível fiscalização.
Aos
síndicos que estão assumindo o cargo pela primeira vez é aconselhável se
inteirar de todo o histórico da documentação a fim de garantir o atendimento as
diretrizes legais. Especial atenção merecem os documentos gerados pelo
departamento pessoal, que são a imensa maioria, tais como: holerites, folha de
pagamento, folha de ponto, DARF de Imposto de Renda na Fonte, recibos de
vale-transporte e vale-refeição, RAIS, guias de recolhimento do INSS, FGTS e
contribuições sindicais.
Alguns
síndicos, principalmente os novatos, não imaginam que a responsabilidade de
guarda destes documentos é imposta pela legislação e que em alguns casos o
tempo regulamentado pode chegar a mais de três décadas e que outros nem sequer
podem ser descartados, como os documentos inerentes a processos trabalhistas e
prontuários de funcionários. Além de muito valiosos para o histórico e
controle, ainda servem como prova e garantia frente a futuras ações
trabalhistas ou fiscalizações que podem ocorrer a qualquer momento.
Com
o aumento dos serviços operacionais e burocráticos, os responsáveis pelos
condomínios já recorrem a serviços de empresas especializadas em gerenciamento
eletrônico de documentos, principalmente agora que os condomínios foram
transformados em uma espécie de agentes do fisco e estão constantemente na mira
da Receita Federal.
O
diretor de uma dessas empresas especializadas no gerenciamento dos documentos,
assinala que já vem desenvolvendo trabalho de microfilmagem e digitalização
para condomínios de vários municípios. Segundo ele, a lei confere maior
responsabilidade à função do síndico que agora precisa ter sua atenção
redobrada com relação a guarda dos documentos.
Sabendo
da fragilidade dos documentos armazenados em papel e do riscos eminentes, ele
ainda destaca que somente com o uso das avançadas tecnologias de microfilmagem
e digitalização pode se garantir total integridade, segurança e longevidade aos
arquivos. Esse fator deverá impulsionar crescentemente a contratação de
empresas especializadas no setor, uma vez que o arquivo de documentos tornou-se
obrigatório por força da lei e estabelece punições aos condomínios que não
cumprirem a exigência legal. As providências de armazenamento impostas pela
nova lei significam também, garantia de maior tranqüilidade para os condomínios
e para os próprios condôminos.
DOCUMENTOS -
PRAZO DA GUARDA
Apólices de Seguro de Vida
05 anos após a vigência
DARF Retenções (PIS/COFINS/IRF/CSSL)
07 anos
DARF PIS/Folha
10 anos
DIRF
07 anos
Exames Médicos (Adm, Dem. Periódico)
20 anos
GFIP (FGTS - RE / GR)
35 anos
Folha de Pagamento
35 anos
Folha de Ponto
06 anos
Formulário CAGED
10 anos
GR Contribuição Sindical / Assistencial
07 anos
GPS
35 anos
Hollerith / Recibo de Pagamento
10 anos
Laudo PPRA
20 anos
Livro de Inspeção do Trabalho
Permanente
Processos Trabalhistas
Permanente
Prontuários de Funcionários
Permanente
RAIS
Indeterminado
Recibo de Vale Refeição
10 anos
Recibo de Vale Transporte
10 anos
Dossiê (Convenção / Especificação)
Permanente
Extratos Bancários
06 anos
GPS - Seguridade Social
10 anos
Livros de Atas de Assembléia
Permanente
Orçamentos / Contratos de Obras
Até o final da garantia
Pastas de Prestação de Contas
10 anos
Plantas do Condomínio
Permanente
Seguros de Incêndio - Apólices
05 anos após a vigência
Apólices de Seguro de Vida
05 anos após a vigência
DARF Retenções (PIS/COFINS/IRF/CSSL)
07 anos
DARF PIS/Folha
10 anos
DIRF
07 anos
Exames Médicos (Adm, Dem. Periódico)
20 anos
GFIP (FGTS - RE / GR)
35 anos
Folha de Pagamento
35 anos
Folha de Ponto
06 anos
Formulário CAGED
10 anos
GR Contribuição Sindical / Assistencial
07 anos
GPS
35 anos
Hollerith / Recibo de Pagamento
10 anos
Laudo PPRA
20 anos
Livro de Inspeção do Trabalho
Permanente
Processos Trabalhistas
Permanente
Prontuários de Funcionários
Permanente
RAIS
Indeterminado
Recibo de Vale Refeição
10 anos
Recibo de Vale Transporte
10 anos
Dossiê (Convenção / Especificação)
Permanente
Extratos Bancários
06 anos
GPS - Seguridade Social
10 anos
Livros de Atas de Assembléia
Permanente
Orçamentos / Contratos de Obras
Até o final da garantia
Pastas de Prestação de Contas
10 anos
Plantas do Condomínio
Permanente
Seguros de Incêndio - Apólices
05 anos após a vigência
02/10/2007.
Fonte: Portal de Contabilidade
Fonte: Portal de Contabilidade
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