quinta-feira, 3 de maio de 2012

Bombeiros vistoriam construções regularmente


Curitiba, 03.05.2012
Embora não haja lei municipal que exija a inspeção predial regular em Curitiba, o Corpo de Bombeiros faz a fiscalização de prevenção contra incêndios (extintores, escadas de emergência, etc) na concessão de alvarás comerciais e de construção, na permissão para moradia após a obra (o chamado Habite-se) e também mediante pedido ou denúncia (que pode ser anônima) em condomínios e estabelecimentos comerciais – exceto casas e construções de menos de 100 metros quadrados.
O serviço pode ser solicitado em um dos quartéis da corporação e nos pontos de atendimento da Prefeitura e do Sebrae e tem o custo calculado pelo tamanho do imóvel (de R$ 87 a R$ 5.800). Caso o prédio não esteja adequado é dado um prazo de 90 dias (para imóvel em obras) ou 30 dias para que os problemas sejam corrigidos. De 2007 a 2009, o número de vistorias passou de 18 mil para 29 mil. “O aumento reflete o crescimento da cidade e não uma preocupação das pessoas com segurança”, afirma o chefe do setor de Vistorias do Corpo de Bombeiros de Curitiba, tenente Davi Daniel Simão.
Para saber qual o quartel mais perto de casa para pedir a vistoria basta ligar para (41) 3351-2000.

Curitiba: Lei que obriga inspeção anual nunca foi regulamentada


Curitiba, 11/03/2009

A Lei Municipal 11.095, de 2004, que estabelece o Código de Posturas de Curitiba e dispõe sobre as normas que regulam a construção e a conservação de edificações na cidade, nunca foi regulamentada.

No documento, o artigo 130 prevê uma inspeção de segurança anual completa nas edificações. “Não implantamos isso como regra porque não sabemos ao certo qual o impacto econômico que isso teria nos condomínios. No entanto, nada impede que isso seja feito no futuro já que está previsto em lei”, explica o secretário municipal de Urbanismo, Luiz Fernando Jamur.

De acordo com ele, a prefeitura prefere, por enquanto, investir em ações educacionais, como palestras para síndicos e administradores, em parceria com o Sindicato de Habitação e Condomínios (Secovi-PR). Segundo Jamur, qualquer cidadão pode pedir, gratuitamente, uma avaliação preliminar do imóvel pela Comissão de Segurança nas Edificações e Imóveis (Cosedi). O serviço pode ser solicitado pelo telefone156, da prefeitura.

Só vistoria técnica garante prédio seguro


Tragédias como a da Igreja Renascer em Cristo, em São Paulo, podem ser evitadas com uma inspeção predial rigorosa e uma manutenção freqüente nas construções
Curitiba, 11/03/2009
O desabamento da cobertura da Igreja Renascer em Cristo, na cidade de São Paulo, em janeiro, que deixou nove mortos e mais de 100 pessoas feridas, poderia ter sido evitado se o imóvel tivesse passado por vistoria técnica periódica. A opinião é de especialistas da área de avaliação de imóveis e é válida para a segurança de todo tipo de construção.
Em 2008, a Defesa Civil de Curitiba recebeu 990 denúncias de problemas estruturais em edificações. Destas, 43 resultaram em visitas dos técnicos do órgão e da Comissão de Segurança de Edificações e Imóveis da Secretaria Municipal de Urbanismo (Cosedi) para avaliar o problema. Ainda no ano passado o órgão recebeu 36 chamados de desmoronamentos, todos sem vítimas. “Esses números não aumentaram ao longo dos anos, mas mantêm uma incidência que revela a falta de manutenção dos imóveis na cidade”, avalia o coordenador técnico da Defesa Civil municipal, Nelson de Lima Ribeiro.
O engenheiro civil da Cosedi Jorge Castro diz que a maioria das pessoas só toma providências no limite do problema. “Ano passado na verificação da situação dos pararraios de 250 prédios tivemos de pedir laudo de todos e, no retorno dos documentos, constatamos que mais de 90% apresentavam problemas. A cultura de prevenção ainda não existe. O proprietário só age sob notificação”. Os problemas mais comuns em Curitiba, de acordo com a Cosedi, são as más condições de telhados e instalações elétricas.
Segundo a presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia do Paraná (Ibape-PR), Vera Lucia de Campos Corrêa Shebalj, esses problemas começam com sinais simples, como uma rachadura. “Só que a avaliação desses sinais cabe apenas a um perito, engenheiro civil ou arquiteto cadastrado no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), não ao síndico ou ao pedreiro do condomínio.”
É a partir da avaliação geral desse perito que outros profissionais serão chamados para a conclusão de um laudo técnico e um plano de manutenção do imóvel.
Custos
A inspeção começa com um custo de R$ 200 por hora de visita técnica. “O laudo completo e o plano variam de R$ 1.500 a R$ 10 mil, dependendo do imóvel”, explica Michael Wahrhaftig Filho, o diretor técnico da Eapar, empresa especializada em inspeções.
O plano de manutenção para um condomínio inclui a classificação dos problemas – que podem surgir de um erro de construção ou da ação do tempo – e a definição de quais são mais urgentes. Indicações básicas de manutenção (como a tinta certa para a fachada), as possibilidades de modernização da edificação e o prazo para as próximas inspeções também constam nesse serviço. Todas as vistorias precisam sempre ter Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de um profissional habilitado, senão não terão validade legal. Esse detalhe é importante porque o síndico pode ser responsabilizado civil e criminalmente por falhas de administração.
No Plaza Barigui, edifício de 15 andares e 16 anos de construção, no Bigorrilho, em Curitiba, a primeira inspeção predial foi no ano passado. Este ano, até o mês de julho, o condomínio passará por um série de reformas previstas por uma empresa de engenharia “Todos os reparos devem sair R$ 100 mil divididos pelos 58 apartamentos”, explica José Antônio Gomes Neto da administradora de condomínios Condoserv.
No caso da Igreja Renascer, a última inspeção documentada foi em 2000, pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo nenhum laudo técnico sobre a tragédia foi concluído ainda, mas a avaliação preliminar da Defesa Civil indicou o sobrepeso e a falta de conservação da estrutura do teto como possíveis causas.
Escolha da empresa
Além de um responsável técnico cadastrado no Crea-PR (fone 0800-410067), a orientação da Cosedi é que a empresa escolhida pelo condomínio tenha boas referências, com obras concluídas e passíveis de visita. Pesquisar no Procon-PR (fone 0800-411512) se a empresa tem registro de reclamações também é indicado para checar a qualidade de seus serviços.

domingo, 29 de abril de 2012

Guarda e Conservação de Documentos - Condomínio


imageDesde a vigência da Lei 10.833/2003 aumentou o leque de documentos que deverão ser obrigatoriamente arquivados pelos  condomínios, tendo em vista a obrigatoriedade de retenções e recolhimentos tributários nos pagamentos efetuados por serviços prestados, conforme artigo 30 da referida Lei.
Devem ser guardados, durante 7 anos, todas as DARFs de recolhimento de tributos sobre a prestação de serviços realizadas por terceiros, como COFINS, CSLL e PIS (veja tabela abaixo). O arquivo das guias é obrigatório, sob pena de sanções por parte da Receita Federal, numa possível fiscalização.
Aos síndicos que estão assumindo o cargo pela primeira vez é aconselhável se inteirar de todo o histórico da documentação a fim de garantir o atendimento as diretrizes legais. Especial atenção merecem os documentos gerados pelo departamento pessoal, que são a imensa maioria, tais como: holerites, folha de pagamento, folha de ponto, DARF de Imposto de Renda na Fonte, recibos de vale-transporte e vale-refeição, RAIS, guias de recolhimento do INSS, FGTS e contribuições sindicais.
Alguns síndicos, principalmente os novatos, não imaginam que a responsabilidade de guarda destes documentos é imposta pela legislação e que em alguns casos o tempo regulamentado pode chegar a mais de três décadas e que outros nem sequer podem ser descartados, como os documentos inerentes a processos trabalhistas e prontuários de funcionários. Além de muito valiosos para o histórico e controle, ainda servem como prova e garantia frente a futuras ações trabalhistas ou fiscalizações que podem ocorrer a qualquer momento.
Com o aumento dos serviços operacionais e burocráticos, os responsáveis pelos condomínios já recorrem a serviços de empresas especializadas em gerenciamento eletrônico de documentos, principalmente agora que os condomínios foram transformados em uma espécie de agentes do fisco e estão constantemente na mira da Receita Federal.
O diretor de uma dessas empresas especializadas no gerenciamento dos documentos, assinala que já vem desenvolvendo trabalho de microfilmagem e digitalização para condomínios de vários municípios. Segundo ele, a lei confere maior responsabilidade à função do síndico que agora precisa ter sua atenção redobrada com relação a guarda dos documentos.
Sabendo da fragilidade dos documentos armazenados em papel e do riscos eminentes, ele ainda destaca que somente com o uso das avançadas tecnologias de microfilmagem e digitalização pode se garantir total integridade, segurança e longevidade aos arquivos. Esse fator deverá impulsionar crescentemente a contratação de empresas especializadas no setor, uma vez que o arquivo de documentos tornou-se obrigatório por força da lei e estabelece punições aos condomínios que não cumprirem a exigência legal. As providências de armazenamento impostas pela nova lei significam também, garantia de maior tranqüilidade para os condomínios e para os próprios condôminos.

DOCUMENTOS - PRAZO DA GUARDA

Apólices de Seguro de Vida
 05 anos após a vigência

DARF Retenções (PIS/COFINS/IRF/CSSL)
 07 anos

DARF PIS/Folha
 10 anos

DIRF
 07 anos

Exames Médicos (Adm, Dem. Periódico)
 20 anos

GFIP (FGTS - RE / GR)
 35 anos

Folha de Pagamento
 35 anos

Folha de Ponto
 06 anos

Formulário CAGED
 10 anos

GR Contribuição Sindical / Assistencial
 07 anos

GPS
 35 anos

Hollerith / Recibo de Pagamento
 10 anos

Laudo PPRA
 20 anos

Livro de Inspeção do Trabalho
 Permanente

Processos Trabalhistas
 Permanente

Prontuários de Funcionários
 Permanente

RAIS
 Indeterminado

Recibo de Vale Refeição
 10 anos

Recibo de Vale Transporte
 10 anos

Dossiê (Convenção / Especificação)
 Permanente

Extratos Bancários
 06 anos

GPS - Seguridade Social
 10 anos

Livros de Atas de Assembléia
 Permanente

Orçamentos / Contratos de Obras
 Até o final da garantia

Pastas de Prestação de Contas
 10 anos

Plantas do Condomínio
 Permanente

Seguros de Incêndio - Apólices
 05 anos após a vigência
02/10/2007.

Fonte: Portal de Contabilidade

Dicas para cortar despesas em condomínios


imageUma das despesas que mais pesam no bolso das pessoas é a habitação. Para quem mora em apartamento, além do custo do aluguel ou parcela do financiamento, ainda existe a despesa com o condomínio, bem alta em alguns casos.

Como a taxa pode sofrer aumentos devido ao reajuste da água, salário dos funcionários etc., qualquer forma de economia é bem vinda. E ao contrário do que muitos pensam, as idéias para cortar despesas não devem partir apenas do síndico ou administrador, mas também dos moradores.

A seguir, dicas do especialista em matemática financeira e consultor em finanças, Marcos Crivelaro, para ajudar na redução do valor do condomínio.

Dicas

Menos funcionários: como as despesas e encargos trabalhistas com funcionários representam metade dos gastos totais dos condomínios, se for possível, peça ao síndico para reduzir o quadro de funcionários e para evitar as horas extras.

Água e luz: de acordo com Crivelaro, estas despesas representam 20% dos gastos dos edifícios. Desta maneira, é importante que sejam implementadas campanhas para uso racional de água e energia elétrica, além do uso de lâmpadas fluorescentes, sensores de movimento e verificações constantes de possíveis vazamentos nas caixas dágua e nos apartamentos.

Pesquisa de preços: na aquisição de produtos de limpeza, de manutenção predial e de segurança. Outro ponto importante a ser cobrado do síndico é o controle da entrada e retirada desses materiais, o que evita furtos, desvios ou desperdícios.

Manutenção preventiva: para evitar problemas como vazamentos e entupimentos de pias e tanques, é necessário que o responsável pelo prédio esteja sempre atento às caixas de gordura e efetue a limpeza regular das caixas dágua e dos filtros de tratamento da água das piscinas.

Evite pagar multas: o condômino que realizar obras que comprometam a segurança da edificação, que alterem a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrias externas ou que causem prejuízos ao sossego, salubridade e segurança, poderá, por deliberação de 3/4 dos condôminos restantes, ter de pagar multa correspondente até o quíntuplo do valor atribuído à contribuição para as despesas condominiais, conforme a gravidade das faltas.

No caso de atraso no pagamento de condomínio, o devedor ficará sujeito aos juros moratórios convencionados ou, não sendo previstos, os de 1% ao mês e multa de até 2% sobre o débito.

Reciclagem: separar o lixo para reciclagem, além de ser uma maneira de ajudar o planeta a economizar recursos, pode render algum dinheiro para o condomínio, se os materiais forem vendidos para empresas de reciclagem, por exemplo.
01/04/2008  


  Fonte: Secovi-PR

Uso de carnês para cobrança pode reduzir 50% dos custos


A utilização de formas alternativas de cobrança, como o carnê, pode reduzir os custos de cobrança em até 50%, uma vez que, só com as despesas de confecção, o carnê é em média 60% mais econômico que o boleto bancário. Mas, não é só na confecção que o condomínio pode economizar. De acordo com a administradora de condomínios Solange, proprietária da Razão Assessoria Contábil, o abatimento dos custos pode ser observado nos seguintes aspectos:
Redução das despesas com correio, aproveitamento do tempo dos funcionários
Redução do custo em relação à confecção da ficha de compensação".
Solange é defensora deste tipo de cobrança, que aos poucos vem ganhando espaço nos condomínios. A maior redução dos custos é sem dúvida na postagem. Se um condomínio alterar, por exemplo, a forma de entrega das cobranças de "boleto mensal" para "carnê de cobrança anual" o custo de postagem deve ser reduzido em 91%. Isto porque, o correio irá cobrar os mesmos R$0,80 tanto para um boleto, como para as 12 folhas do carnê anual.

Os custos operacionais também são reduzidos, pois o trabalho de impressão, acabamento e conferência é feito uma única vez no inicio do ano. Estes custos também são relevantes, pois, envolvem, dependendo do tamanho do condomínio ou administradora, muitos funcionários.

Terceirizar este tipo de serviço pode ser uma solução para a diminuição dos custos. “Ao olharmos todo o processo de cobrança desde o lançamento até a chegada do boleto ao condômino, notamos grande ganho tanto para nossa empresa como para o Condomínio”, completa Solange.

Em algumas situações, o carnê não é recomendado. A cobrança de rateio extraordinário e o parcelamento de acordos com inadimplentes, são exemplos onde os carnês são sem dúvida, a melhor opção, em outros, uma análise rigorosa é necessária, pois não são raros os condomínios que não podem esperar até o final do ano para alterar o valor da taxa condominial.

Uma preocupação muito comum dos síndicos, após a alteração da forma de cobrança, é o aumento da inadimplência. Existe um mito de que o carnê possa ser usado como desculpa para o inadimplente deixar de pagar. "Não notamos nenhuma diferença nos índices de inadimplência, pelo contrário, aumentamos a conveniência e a satisfação do bom pagador, já que ele pode, em um único dia, programar o pagamento do condomínio para o ano inteiro.", afirma Solange.

31/03/2014

Vantagens da terceirização de serviços


imageA terceirização de serviços e de mão-de-obra se tornou uma prática muito comum em condomínios, bancos, shoppings, indústrias e empresas de diversos portes e segmentos. Atualmente, existe a possibilidade de se terceirizar quase tudo: segurança, portaria, recepção, limpeza, transporte, logística, contabilidade, entre outras áreas.

As vantagens da terceirização são muitas e atraem muitas empresas. “Terceirizar é uma ótima solução para muitas empresas. Quando um condomínio, por exemplo, opta por este procedimento, os benefícios são enormes, tanto em relação à qualidade dos serviços, quanto aos custos menores”, afirma Paulo Roberto, diretor comercial do GRUPO GR.

Uma das principais vantagens da terceirização é que o contratante da mão-de-obra consegue focar seus esforços no core business da empresa, deixando a cargo da contratada todas as responsabilidades que envolvem a prestação de serviços, como seleção, admissão, treinamentos e acompanhamentos - ações essenciais para a contratação de profissionais capacitados e competentes.

Os segmentos de segurança e serviços são as áreas mais terceirizadas por grande parte das empresas e dos condomínios, que levam em conta, além da qualificação dos profissionais contratados, a praticidade ao precisarem suprir necessidades urgentes, como a substituição rápida e eficaz de funcionários por motivos de férias, afastamentos, licenças, entre outros. Quando a mão-de-obra é contratada, os custos e dificuldades de se encontrar um substituto para o colaborador ausente ficam a cargo da própria companhia ou condomínio. Já na terceirização, essa substituição é automaticamente realizada pela empresa prestadora de serviços.

“Quando falamos em benefícios da terceirização, podemos citar inúmeras vantagens, mas existem aquelas que são mais evidentes, como, por exemplo, a facilidade de organização e gerenciamento do controle de custos da empresa ou condomínio contratante, que consegue otimizar investimentos em prestação de serviços, como mão-de-obra, uniformes e equipamentos”, diz Paulo Roberto.

Além disso, segundo o especialista Paulo Roberto, terceirizar evita que as empresas que optam por este procedimento tenham que lidar com trâmites jurídicos e possíveis problemas trabalhistas com funcionários, pois é a prestadora de serviços que oferece suporte e que atua com responsabilidade nestas questões.

29/01/2009.

Fonte: Administradores.com.br - Por Pollyanna Mel